Riscos de Engenharia: conhecimento técnico é essencial em grandes obras de infraestrutura
Obras envolvendo rodovias, pontes, sistemas de saneamento ou construção e manutenção de barragens apresentam exposições específicas que precisam ser consideradas a fundo no momento da subscrição do seguro.
Grandes obras de infraestrutura reúnem desafios que vão muito além do porte do investimento. Métodos construtivos, condições do terreno, cronograma, equipamentos e fatores ambientais podem alterar significativamente a exposição de um projeto ao longo de sua execução. No seguro de Riscos de Engenharia, compreender essas variáveis é determinante para uma subscrição adequada.
Especializada em nichos e riscos complexos, a ESSOR atua em projetos de Infraestrutura e Construções Pesadas, segmentos que exigem conhecimento aprofundado das particularidades de cada empreendimento.
“Obras de infraestrutura possuem características e exposições muito distintas entre si e especialmente em comparação a obras de construção mais comuns, como prédios e casas. É preciso entender como o projeto será executado e suas diferentes etapas para avaliar o risco de forma consistente. A exposição também muda muito de acordo com a época do ano de cada etapa de execução”, explica Ana Medori, Gerente de Subscrição da ESSOR.
Rodovias mostram dimensão do desafio brasileiro
A malha rodoviária ajuda a dimensionar o espaço que o Brasil ainda possui para avançar em infraestrutura. O país conta com mais de 1,7 milhão de quilômetros de rodovias, mas apenas 12,4% dessa extensão é pavimentada, o equivalente a aproximadamente 213,5 mil quilômetros, segundo dados apresentados pela Confederação Nacional do Transporte (CNT).
O cenário envolve demandas por implantação e pavimentação de novos trechos, além da recuperação, ampliação e modernização de estruturas existentes.
No saneamento, os desafios também são expressivos. Projetos de abastecimento de água e esgotamento sanitário podem envolver redes, adutoras, estações de tratamento, sistemas de bombeamento e diferentes tipos de intervenção, cada qual com condições próprias de execução.
O risco muda ao longo da obra
Uma das particularidades dos Riscos de Engenharia é que a exposição não permanece a mesma durante todo o projeto. Escavações, fundações, montagem de estruturas, instalação de equipamentos e etapas de testes, por exemplo, podem apresentar cenários distintos.
Em obras rodoviárias, aspectos relacionados ao terreno, drenagem, movimentação de solo e interferências existentes fazem parte da avaliação. Já no saneamento, profundidade das escavações, características das redes e métodos empregados na implantação estão entre os fatores que podem influenciar o risco.
“Não basta considerar o valor total do empreendimento. A subscrição precisa acompanhar a lógica da obra: o que será construído, de que forma, em quais condições e quais são as exposições mais relevantes em cada etapa. Esse olhar técnico faz diferença especialmente nos projetos de maior complexidade”, afirma Ana.
A experiência acumulada em diferentes tipos de projetos contribui para uma leitura mais precisa dessas exposições e para a definição das condições do seguro. Em infraestrutura, onde uma mesma categoria pode reunir obras bastante distintas entre si, conhecer a engenharia por trás do empreendimento é parte fundamental da avaliação do risco.



