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Por uma Cultura de Segurança no Trânsito

Por uma Cultura de Segurança no Trânsito

15 de maio de 2020

A segurança no trânsito é um tema bastante debatido no Brasil e no mundo. A necessidade de implementar medidas que, efetivamente, contribuam para redução das mortes no trânsito é uma pauta mundial, que conversa com diversos setores da sociedade. Mas junto às campanhas voltadas para prevenção de acidentes, os números de mortes no trânsito brasileiro indicam a importância de se falar em uma cultura de segurança no trânsito como forma de educação e conscientização permanente da população. Mas o que quer isso quer dizer, afinal de contas?

 

O que é cultura?

 

Cultura é um conceito amplo que envolve um conjunto de tradições, crenças e costumes de uma sociedade ou determinado grupo social. Uma cultura de segurança no trânsito pressupõe que todos os cidadãos tenham consciência do seu papel como ator social, da responsabilidade das suas ações e comportamentos na criação e manutenção de um trânsito seguro para todos.

 

Maio Amarelo e segurança no trânsito

 

Neste Maio Amarelo, em que iniciativas de prevenção e redução das mortes no trânsito são debatidas com mais destaque no mundo todo, é preciso suscitar uma conversa sobre os desafios e ações relevantes para disseminação de uma cultura de segurança no trânsito abrangente no Brasil.

 

E por onde começar? Para Marcio Feital, diretor técnico de Transporte e Sinistro da ESSOR, uma cultura de segurança no trânsito ultrapassa as vias de circulação de veículos, sendo parte da vida e formação de todos. Aprender sobre a responsabilidade individual desde a escola é uma forma de superar a cultura da “prevenção por penalização”.

 

“Há no Brasil a característica de uma cultura da prevenção por penalização, a exemplo do cinto de segurança. O uso obrigatório do cinto, com aplicação de multa pelo não uso, fez com que as pessoas passassem a usá-lo regularmente. Porém, ainda observamos que muitos passageiros, nos bancos traseiros, não usam o cinto”, comenta Marcio.

 

A partir da exigência, sob pena de multa, criou-se o hábito do uso do cinto de segurança. “Isso muda a cultura da população, pois muita gente começou a colocar o cinto de maneira natural, o que significa usar sem se questionar porquê”, complementa.

 

Responsabilidade de todos

 

A legislação diz que os veículos maiores são responsáveis pela segurança dos menores, incluindo motos e bicicletas, e que todos são responsáveis pela segurança dos pedestres. Compreende-se, dessa maneira, que o trânsito é um organismo vivo, dependente das ações de cada um dos elementos que o compõe.

 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o quinto país mais violento no trânsito, com cerca de uma morte a cada 15 minutos. Essa violência, segundo estudos, decorre de diversas manifestações humanas, como um reflexo de outras esferas da vida e da violência urbana. Diante de diversos fatores que podem afetar a conduta do motorista, é preciso estar atento para não refletir na direção aspectos como ansiedade, frustrações, medos ou agressividade.

 

“Quem nunca entrou no carro um pouco zangado e, de repente, ficou mais zangado porque foi fechado por outro veículo ou algo assim? Além da responsabilidade, há a questão psicológica do motorista, muitas coisas podem ser gatilho para o condutor. Isso também é uma questão cultural: é preciso que o motorista identifique claramente sua responsabilidade e não se deixe influenciar pelo estado emocional do momento”, pontua o diretor.

 

Da mesma forma, o passageiro e o pedestre possuem responsabilidades individuais e coletivas no trânsito, pois todos podem cometer infrações e sofrer acidentes.

 

“A conscientização e postura serve para todos. Porque mesmo quem não tem carro ou não está dirigindo, seja um pedestre ou o passageiro de um ônibus, pode sofrer acidentes também. Um ciclista ou um pedestre também pode ser atingido pelo trânsito. O impacto do trânsito não vê classe social”.

 

Principais causas de acidentes e penalização

 

Para além das situações mais simples, entre as causas mais comuns de mortes no trânsito estão a desatenção do condutor, o excesso de velocidade, a ingestão de álcool e a desobediência à sinalização. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), cerca de 90% das colisões fatais decorrem de erro humano.

 

De acordo com Marcio, para algumas infrações, como dirigir alcoolizado ou mesmo excesso de velocidade, a penalização criminal ainda é um processo muito complexo. Muitas vezes, não se consegue penalizar quem praticou o crime de dirigir embriagado. “Da mesma forma, é um crime dirigir muito além do limite de velocidade de uma via. Ao agir dessa forma, o condutor está assumindo o risco de causar um acidente.

 

Por isso, a cultura da segurança e a penalização formam um conjunto. Evitar é muito melhor do que penalizar, mas, ainda assim, deve haver a possibilidade de ser penalizado”, destaca Marcio.

 

Atenção ao fator humano

 

Diferente de quando se fala de um condutor de um veículo particular, motoristas profissionais têm a situação agravada. Condutores de ônibus e veículos pesados, transportando cargas ou pessoas, têm uma série de requisitos para dirigir. Às empresas de transporte fica o papel de não só treinar, reciclar ou reforçar todos os procedimentos que os trabalhadores devem seguir.

 

Acredito que o papel das empresas, além de todos os processos já conhecidos, é, principalmente, cuidar do colaborador. Pois esses motoristas fazem viagens de longa distância e têm alto nível de responsabilidade. É preciso haver uma escala de direção, mas também um acompanhamento de saúde constante, por exemplo, com fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, pois variados fatores podem influenciar no trabalho de quem está atrás do volante”, ressalta o diretor.

 

Além da atenção ao conduzir o veículo, os motoristas de ônibus interestadual acumulam outras responsabilidades. Uma delas é pedir que os passageiros coloquem o cinto de segurança. Algo simples, mas extremamente necessário. “E nisso também vemos a cultura da população. Pois o motorista faz todo o possível, dentro da sua responsabilidade, para garantir a segurança do passageiro. Porém, cabe à pessoa usar ou não o cinto”, enfatiza Marcio.

 

Atuação social da ESSOR

 

Atenta às questões que envolvem a atuação no segmento de transporte coletivo, a ESSOR Seguros faz parte da Associação Técnica de Prevenção e Monitoramento de Riscos (Asteriscos), um projeto inovador da sociedade civil de direito privado, que busca auxiliar na prevenção de acidentes nas rodovias brasileiras, com foco no serviço às empresas seguradas.

 

“Iniciamos nossa atuação no setor de transporte de passageiros sabendo que não basta garantir e, simplesmente, pagar indenização em caso de sinistros. Parte do investimento da operação foi direcionado para prevenção de acidentes, inicialmente, para conhecer e realizar ações piloto. Agora, temos parcerias com diversos empresários com o único propósito de disseminar informação, conscientizar e atender às necessidades dos colaboradores e motoristas”, explica Marcio.

 

Todo mundo tem um papel importante para a segurança no trânsito e não estamos aqui para dizer que a culpa de acidentes é de um ou de outro. Como foi dito, a cultura é algo construído coletivamente e impacta a todos. Se estamos discutindo a necessidade de uma cultura de segurança no trânsito abrangente, quer dizer que essa cultura já existe e que é nosso dever propagá-la.

 

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