popup popup
blog blog blog

Blog

blog da essor

blog da essor

Os melhores conteúdos para proteger o seu patrimônio você encontra aqui.

Mercado de seguros – essência e rumo

23 de maio de 2014

Artigo de Fábio Pinho, Diretor executivo da Essor Seguros.

Publicado na revista Opinião.Seg: https://www.editoraroncarati.com.br/v2/phocadownload/opiniao_seg/07/opiniao07.html

Cotidianamente, leio matérias e reportagens sobre o mercado de seguros, seu crescimento, exponencial e pujança em nosso país. Em destaque, a importância de grupos estrangeiros trazendo novas tecnologias e ferramentas, bem como comparações sobre as nossas práticas e regras locais às leis internacionais vigentes.

É axiomático que as sínteses das matérias divulgadas são de grande valia e norteiam o horizonte em que atuamos. Entretanto, pouco se fala do profissional de seguros e da cultura monocefálica que o mercado pratica, por não considerar a essência no aprendizado do Seguro. Essa prática acaba criando um verdadeiro genocídio no mercado através da cooptação de profissionais de um concorrente, ao invés de treinar os recursos humanos existentes em suas próprias empresas.

Vale enfatizar que a essência do seguro está interligada à proliferação do mutualismo entre as partes, com viés na proteção ao consumidor e na busca de distribuição de renda, quando os sinistros ocorrem.

Como exemplo, eu cito a experiência da Essor, com seguros inéditos que implantamos no Brasil. Os Seguros de Garantia de Entrega de Obra e o Seguro Decenal determina que o imóvel seja entregue ao consumidor com a qualidade esperada e garantida por 10 anos.  Estas práticas deveriam ser leis e/ou obrigatoriedades, como acontecem em diversos países do continente europeu.  O Seguro Habitacional no Brasil existe, única e exclusivamente, para amparar a família que obteve crédito imobiliário na aquisição da tão sonhada casa própria, quando da perda de um integrante.  E o que dizer do Seguro Agrícola?  Um seguro que atende ao produtor rural contra perdas catastróficas naturais e distribui renda em caso de perdas, assim como a existência do Seguro RC para os Ônibus, não deixando as vitimas de acidentes desemparadas e dessasistidas.  Estes são alguns exemplos de seguros importantes, que simplificam e evidenciam a essência de uma seguradora aos olhos do consumidor e dos seus parceiros corretores.

Portanto, não devemos ter previsões utópicas ou produtos que salvaguardarão a humanidade.  Devemos, sim, pensar no básico e atender aos seus propósitos.  Costumo dizer que aqueles que ainda acreditam em soluções mágicas serão os primeiros a amargar a complexa realidade que está se delineando em nosso horizonte.

Quanto ao aprendizado, ao examinar o momento atual que o mercado de seguros vive, notamos uma carência de novos profissionais capacitados. Neste quesito, destacamos a primazia e eficiência do trabalho desenvolvido pela Escola Nacional de Seguros.   Contudo, ainda somos um mercado embrião quando comparado com outros países e, todavia, insistimos em cooptar técnicos dos concorrentes, ao invés de examinarmos, intrinsicamente, os recursos humanos disponíveis dentro das nossas organizações.

As empresas que hoje buscam capacitar e reconhecer seus profissionais não somente sob o ponto de vista financeiro, mas sim, pelo aspecto humano, existencial e seu valor na prestação de serviços, com o objetivo de atender a demanda e proteger o consumidor, estas são empresas que, no momento, podem sofrer perdas de talentos ou competições inesperadas do mercado. Mas são elas que, indubitavelmente, continuarão a existir em uma sociedade com um reconhecimento distinto e na certeza de sua capacidade de atuar como uma seguradora.

Não é certo dizer que as empresas traçam caminhos indevidos. Contudo, há que se destacar que seus competidores baterão em sua porta, quando menos esperarem.

Além disso, notamos também um grande contingente de mão de obra voltado exclusivamente para o seu crescimento individual dentro das organizações; profissionais que olham somente para si e para recompensas em um curto período de tempo.  Por causa dessas práticas, vemos técnicos saltitando de uma empresa para outra em busca de melhores oportunidades, sejam financeiras ou de exposição profissional.  Não existe uma procura contínua pela disseminação da cultura do aprendizado ou na habilidade de engajar sonhos juvenis em realidades corporativas.

Comparo este fato ao jogo de tênis, pelo qual tenho grande entusiasmo. Este é o único esporte onde os jogadores falam sozinhos e para si mesmos – e ainda respondem.  Ilhados em seus cantos, como num confinamento em cela solitária, em busca de sua valorização individual, pois não há um grupo para compartilhar seus anseios e ideias.  O escritor Dale Carnegie, comentou: “Qualquer tolo pode criticar, condenar e reclamar – e a maioria o faz”. Precisamos nos reexaminar e compartilhar nossos conhecimentos, valorizar o colega e, principalmente, ensiná-lo, investir no seu treinamento.

O momento é propício para refletirmos sobre o avanço do nosso segmento e sobre todas as amálgamas dos nossos relacionamentos e dos nossos profissionais. Somos um dos mercados mais fiscalizados, com leis e regras rígidas a serem cumpridas. Um setor onde podemos encontrar os principais players mundiais de seguros e fruto de políticas corretas e competições salutares. Mas, infelizmente, somos participantes de um segmento que ainda tem que amadurecer. A grande maioria possui um pensamento imediatista, não se importando com o avançar dos anos.  Uma indústria, por muitas vezes na conquista de mercado e/ou competição, pode esquecer-se de suas parcerias e de respeitar os elos comerciais que se criaram no decorrer de sua trajetória.  Neste viés aparece a figura do corretor e dos parceiros operacionais, peças fundamentais para qualquer organização mundial e, muitas vezes, disputadas acirradamente pelas seguradoras.

As vitórias somente são conquistadas quando se cria relacionamento e transparência entre as partes, assim como cumplicidade;  caso contrário, somente teremos ganho uma batalha, mas alguém sairia derrotado.” Winston Churchill, 1952.

Nós somos o que fazemos repetidamente. A excelência, portanto, não é um ato, mas um hábito.  Por isso, devemos estar atentos em cumprir a essência da existência do seguro, tratando nossos profissionais como peças fundamentais na engrenagem de nossas empresas.

 

COMPARTILHAR:

siga nossas redes sociais